no decorrer do doce a gente cresce,
assiste, envelhece, amadurece.
E não enlouquece pois temos nas mãos outras
que esquentam e soam como vento na janela
e suam enriquecendo o contato
crises, tato, fato.
E acariciam os cabelos que vão ficando brancos,
caindo como promessas não cumpridas,
se perdendo nos pentes,
fronhas, chuveiros, dentes.
E incomodam a boca que guarda o músculo afiado,
e fala palavras que cortam fundo e beija,
hálito, redime, deseja.
A mesma que profere a lâmina, toca os ouvidos
cospe os momentos amargos e degusta o tempo
apreciando o doce dessas mãos,
cabelos, palavras, espinhos,
apresentando a brisa do amor à sensibilidade do rosto,
e que flutua rumo a um final completo.
25/julho/09
Bem vindo de volta, dom!!!!
ResponderExcluirMaravilha. Vou ver se posto también.
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